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Perguntas e Respostas


Doenças frequentes em pré-escolar

Pergunta?

Acredito que essa seja a 6ª vez que a I. toma antibiótico, não tenho dados para afirmar, mas me parece muito para um bebê de 1 ano e 4 meses, não? Também não conheço os efeitos (negativos) reais que isso pode causar no desenvolvimento dela, mas o uso “frequente” aumenta a probabilidade de que algum dia apareça uma doença causada por uma bactéria resistente, correto? O ponto é que estou bastante preocupada com a quantidade de vezes que ela precisa de antibiótico, além dos outros remédios que faz uso contínuo (Singulair Baby / Seretide) e outros, ainda, quase continuamente (Polaramine / Aerolin). Enfim, essa quantidade de remédios me traz a sensação de que ela não tem uma qualidade de vida boa, de que não é um bebê saudável. Não acho, absolutamente, que os medicamentos estão sendo usados indiscriminadamente e ressalto, mais uma vez, minha confiança e respeito em relação a você e ao seu trabalho e, por isso, inclusive, gostaria de discutir contigo se o cenário em que a I. está inserida hoje é o melhor para ela. Tenho muitas dúvidas: Os bebês, em geral, ficam doentes tanto quanto a I.? Se não, posso fazer algo diferente? A escola (total care ou não), na idade dela, ainda “não te agrada”? Quais impactos negativos devo esperar ? O que eu posso oferecer como melhor opção para minha filha? Já não tenho tanta certeza de que as minhas escolhas são as melhores e gostaria muito de saber sua opinião. Não tenho nenhum problema em reconhecer que escolhi errado e vou precisar de outros recursos para a Isa, se for o caso. Não pretendo que você me responda “um livro” com seu parecer, estou te enviando esse e-mail (e comecei a escrevê-lo enquanto ainda deixava o hospital) porque fiquei bastante frustrada ao saber que a Isabella tomará antibiótico mais uma vez, em menos de 1 mês (ao bem da verdade, ela tomou a última dose de Clavulin há 20 dias). Tem mais sentido de desabafo e pedido de ajuda, que emergência em tratar o tema. Vou ligar no consultório amanhã e encontrar um horário para falarmos, ok ? Oportunamente, você poderá reavaliar a otite da I. Obrigada e bom feriado,


Resposta.

Boa noite! Bom...não vou responder com um livro, tentarei ser bem direto e respondendo suas dúvidas. Sem sombra de dúvidas o fator mais importante para as doenças da Isabella é o bercario/total care. Seria raríssimo uma bebê ter usado 6 antibióticos em 1 ano e pouco sem escola. Nem com irmãos mais velhos... Este ritmo de infecções de repetição, só crianças que iniciaram berçário cedo, antes de 1 ano de idade. Nem todos as crianças tem este numero de infecções de repetição, mas não é algo incomum. Eu diria que em 25-30% é assim. Existe um fator genético nisto, certamente pai ou mãe foram crianças que pegaram bastante doenças de trato respiratorio superior e inferior (asma). Associa-se a isso (voltando ao total care) uma falta de responsabilidade dos pais e educadores em permitir crianças com febre em contato com outras. Não houve um dia da semana que havia uma criança com febre na sala da I.? O que quer que seja, é contagioso. Se existe uma tendência, pronto... Respondendo outras questões: Todos os medicamentos usados (antibióticos, antitérmicos e antialergicos) não tem nenhum efeito deletério no futuro. Em relação aos antibióticos, seu uso não trará resistência ou risco de super-bactérias. Isso existe com uso de antibióticos em doenças graves, intra-hospitalares, em pacientes com doenças graves, em UTIs. Em uso ambulatorial, sem riscos. Pode reparar que os antibióticos sao sempre os mesmos (Clavulin, Zinnat, Klaricid, amoxil), que usamos há décadas... Não me lembro em detalhes, mas se vocês me perguntaram na época a opinião sobre creches e berçários, sempre "fui contra", entendendo que a necessidade destes child cares é logística para os pais. Tem casos que não há chances de um plano B, e os pais tem nos berçários a solução. Portanto, se não tem outro jeito, o berçário é a solução. Recomendo escolas a partir dos 2 anos de idade, quando a imunidade já esta um pouco mais desenvolvida. Não sei se agora é o momento de retirá-la do berçário, uma vez que já esta por lá há tanto tempo. Mas para termos menos infecções, esse é o único modo. Inclusive para eventualmente diminuir o uso dos medicamentos, trazendo uma qualidade de vida melhor. É claro que morando em SP os quadros de asma/bronquite são frequentes, mesmo sem berçário. O Singulair, por exemplo, acho difícil tirar.... De qualquer forma, são medicamentos que não tem nenhum risco em seu uso prolongado... Costumo pedir para os pais usarem o plano B (tirar do berçário) quando as crianças tem infecções mais importantes (pneumonias de repetição, por exemplo), ou nos casos que o ganhos de peso e crescimento/desenvolvimento estão aquém do necessário por causa das infecções de repetição. Bom...não foi um livro, mas foi um capitulo. Boa noite!

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