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Perguntas e Respostas


Separação - como diminuir o trauma?

Pergunta?

Dr. Jairo, boa noite Sei que não é o momento certo de tocar nesse assunto (meio de feriado!), mas queria aproveitar o gancho do seu ultimo texto do blog, sobre pais separados. Não consegui falar na ultima consulta porque a J. é muito esperta e saca na hora se estou falando do F., meu ex marido desde junho. Fico, ficamos, muito preocupados com elas devido a essa situação, tentamos fazer da melhor maneira possível, mantendo uma amizade e respeito um pelo outro, mas mesmo assim sei q um mínimo de sofrimento, da parte delas, é inevitável. Já ocorreram algumas brigas depois da separação, algumas vezes com elas por perto, estamos tentando melhorar. O que queria saber é o quanto isso pode prejudicá-las, não as brigas porque sei que é péssimo, mas a separação em si? Às vezes sinto ela triste, mas ela não me explica o porque. Também ficamos na duvida se devemos fazer ainda alguns programas juntos, isso pode confundi-las? Queríamos mostrar que a presença de um não significa a ausência do outro, sabe? Pode me responder lá na frente,não é nada urgente, é só pra ficar a par e sanar essa duvida, ok? Beijos


Resposta.

Tudo bem? Desconfiei que estava separada na última consulta... Quando falou do F., disse "...o pai dela...", o que não é comum para casais casados. De qualquer forma, acho que já é muito importante sua iniciativa de se preocupar com suas filhas, e espero que o pai delas também tenha a mesma preocupação. De um modo geral, é impossível que suas filhas não tenham nenhum sofrimento psicológico - mas vocês podem tornar isso passageiro, que não crie problemas no futuro para elas (daqueles descritos no post do blog). Muitas vezes é necessária uma ajuda psicológica, pelo menos para direcionar os pais – com ou sem psicoterapia para as crianças. O melhor possível é que vocês as poupem de TODAS as brigas e que nunca façam elas de pombo correio. Recados para o pai, dê você mesma, e vice versa. O diálogo amigável deve permanecer SOBRE TUDO O QUE ENVOLVÊ-LAS. Pai e mãe devem entregar pessoalmente os filhos aos outros, "em mãos". Mesmo com as visitas estipuladas, as exceções podem acontecer. Facilitar o contato de pai e mãe com as crianças é fundamental. Como dizem os psicólogos, quem se divorcia é o casal, e não a família ou os filhos. Por pior que seja o ex (ou a ex), deve-se ao máximo evitar a alienação parental. Quanto aos passeios “em família”, naturalmente eles vão se tornar cada vez mais raros, porque em geral cada um de vocês vai tomar um caminho na vida que aonde não cabe a vida como ela “era”. Acredito que esses momentos de tristeza aparentes da sua filha tenham a ver com o que está acontecendo. Voltando ao que falei no começo, caso sinta que elas estão mais tristes, por tempo mais prolongado, chorando a toa, procure algum auxílio psicológico para você e para as meninas. Vamos conversando sobre o assunto. Beijos e boa sorte, Jairo

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